terça-feira, agosto 26, 2003
Estou vivendo um período um tanto quanto conturbado. Estou com a cabeça cheia disso e daquilo, e farta de pessoas, algumas, claro. Não tenho mais opinião sobre nada, hoje por exemplo, foi um dia tão apático que mal poderia descrevê-lo, talvez apenas citá-lo: aconteceu um dia.
Não há o caminho, não existe: ‘vá por ali’ ou ‘por aqui é melhor’, a questão é que a vida, pelo menos a minha vida, não é feita de escolhas entre duas opções; são trinta, cinqüenta e sete e, ás vezes, seiscentos e noventa e três.
O mais engraçado é a gente reclamar por não ter isso/aquilo e quando isso/aquilo aparece ao invés de solução, passa a ser um problema de caráter pessoal e intransferível. Aliás, bota intransferível nisso.
O fato é que amor demais dá dor de cabeça. E dor no peito. E no estômago. E no dedo mindinho, que nessas alturas - ah, quem liga pra ele...
Decidir? Pra quê? Vamos todos pro banho-maria. E enrola aqui e ali, e mais um pouquinho acolá. E vamos. Sem pressa. O tempo passa rápido, rápido demais. Quando eu decidir alguma coisa, estamos todos cozidos. Ou fodidos. E foda-se.
* * *
Escutando: Marisa Monte - De mais ninguém
Não há o caminho, não existe: ‘vá por ali’ ou ‘por aqui é melhor’, a questão é que a vida, pelo menos a minha vida, não é feita de escolhas entre duas opções; são trinta, cinqüenta e sete e, ás vezes, seiscentos e noventa e três.
O mais engraçado é a gente reclamar por não ter isso/aquilo e quando isso/aquilo aparece ao invés de solução, passa a ser um problema de caráter pessoal e intransferível. Aliás, bota intransferível nisso.
O fato é que amor demais dá dor de cabeça. E dor no peito. E no estômago. E no dedo mindinho, que nessas alturas - ah, quem liga pra ele...
Decidir? Pra quê? Vamos todos pro banho-maria. E enrola aqui e ali, e mais um pouquinho acolá. E vamos. Sem pressa. O tempo passa rápido, rápido demais. Quando eu decidir alguma coisa, estamos todos cozidos. Ou fodidos. E foda-se.
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Escutando: Marisa Monte - De mais ninguém
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